28/04

A pequena Itacaré no sul da Bahia – um dos destinos mais procurados no nordeste - tem suas origens mais remotas em uma aldeia indígena que vivia da caça, pesca e agricultura de subsistência. Por volta do ano de 1720, o Jesuíta Luis da Grã ergueu uma capela sob a invocação de São Miguel, batizando a população com o nome de São Miguel da Barra do Rio de Contas. Ainda assim, o povoado só se tornaria um município em 1732, por obra e graça da Condessa do Resende – Dona Maria Athaíde e Castro. 

 

A cidade completou 288 anos em 2020 e tem monumentos históricos bem antigos e tombados pelo Instituto do Patrimônio Ambiental e Cultural da Bahia (IPAC), o que reforça o seu potencial de turismo histórico. Entre eles estão a Casa dos Jesuítas - durante o período de colonização, os indígenas que aqui viveram (gueréns e tupiniquins) atacavam constantemente moradores e jesuítas. Foi por isso que os padres decidiram construir um túnel ligando a Igreja e a Casa dos Jesuítas, por onde fugiam das perseguições, embrenhando-se pelas mata. 

 

Outro patrimônio é a Igreja da Matriz. Com quase 300 anos, a igreja tem oratório rococó, com imagens de vários santos, inclusive o padroeiro da cidade, São Miguel. O município guarda também sobrados e casarões transformados em pousadas e casas comerciais, muito bem preservados e que merecem uma visita.

 

E uma curiosidade: o nome Itacaré tem um significado ainda cercado de dúvidas. Para alguns, é Pedra Redonda. Para outros, Pedra Bonita. E, mais recentemente, pesquisadores da Universidade Federal da Bahia afirmam que seus estudos apontam para outra direção  – Itacá é rio ruidoso e ré é diferente. Assim, Itacaré tem tradução como “rio de ruído diferente”... Cá entre nós, o que não resta dúvida é o seguinte: assim que der, Itacaré é um paraíso que você não pode deixar de conhecer!